Com entreeixos curto e composição leve, o caminhão Ford Cargo é melhor em circuitos mais travados, como Londrina

A equipe Ford Racing Trucks aposta na pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, no norte do estado do Paraná, para tentar um pódio e subir na classificação do Campeonato Sul-americano e Brasileiro de Fórmula Truck. No domingo (22/08), a prova terá transmissão pela TV Bandeirantes e tem largada prevista para as 13h40. O traçado com 3.146 metros de extensão tem como características longas retas e curvas fechadas, o que favorece os caminhões pequenos, como o Ford Cargo da equipe comandada por Djalma Fogaça.

“Nosso caminhão é rápido, demonstramos isso nas últimas etapas. Sempre estamos andando na primeira fila, mas falta uma situação de corrida ideal. Essa pista favorece nossas características, é mais travada e nosso caminhão tem entreeixos de 3 metros, que funciona melhor em curvas fechadas. Não podemos desperdiçar essa chance de largar na frente. E temos de aproveitar a boa fase do Danilo [Dirani] para cavar mais uma pole, já que ele pegou muito bem a manha do equipamento. Temos meia temporada ainda e dá para recuperar, mas precisamos de uma vitória o quanto antes”, analisou Fogaça, o chefe da Ford Racing Trucks.

Para o jovem piloto Danilo Dirani, a equipe Ford tem chances de sair vencedora, mas não pode deixar escapar a oportunidade. “Londrina realmente pode nos favorecer. Nosso motor é pequeno e mesmo em Interlagos estávamos andando bem, entre os primeiros, mas acabou escapando novamente. Nossa estratégia é fazer uma volta voadora na classificação para evitar sair no bolo. Somos rápidos, mas com trânsito livre é melhor ainda. A categoria está mais competitiva e ultrapassar é complicado. Temos potencial para fazer uma boa corrida e Londrina é um cenário muito bom, é a nossa chance”, ponderou Dirani.

Os caminhões Ford modelo Cargo da equipe Ford Racing Trucks possuem motores Cummins de 9 litros, mais leves que os de 12 litros de muitas equipes. Ao contrário de Interlagos, onde as subidas, descidas e retas longas favorecem os grandes, a estrutura mais leve dos pequenos é melhor para vencer as curvas fechadas de Londrina, despejando potência. Para o piloto gaúcho Andersom Toso, que nunca andou com caminhões nessa pista, será mais complicado achar o traçado ideal.

“Já andei lá em outras categorias, mas nunca com o caminhão. Acho que será mais difícil achar o traçado ideal com os ‘brutamontes’, tem umas curvas bem chatinhas de se fazer, mas é um ótimo circuito, gosto muito de lá. Mas como todos apontam que os Ford Cargo são bons nesse tipo de pista, vamos com essa esperança. Estou com os pés no chão para essa prova. Vamos trabalhar mais na evolução dos componentes do caminhão para o decorrer da temporada e tentar arrancar uns pontinhos nessa etapa. Tem chão pela frente ainda”, analisou Toso.