Chuva causa interrupção e embola corrida em Londrina

Não faltaram emoções e indefinições na segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, disputada neste domingo no Autódromo Ayrton Senna em Londrina, no Paraná. A corrida, que começou com o aniversariante do dia, Djalma Fogaça, dividindo a primeira fila com Régis Boéssio, terminou com o asfalto molhado em virtude da chuva que chegou a interromper a prova.

Na primeira largada, feita sob regime do “Pace Truck” por causa do asfalto úmido, Boéssio e Fogaça sustentaram as duas primeiras posições. Com o Ford Cargo bastante equilibrado e rápido, Djalma ensaiava um ataque já na segunda volta, quando, ao evitar uma batida no líder, perdeu duas posições. “Eu já estava começando a armar o bote para uma ultrapassagem, e naquele momento o Régis freou antes e praticamente parou o caminhão. Então eu tive que tirar da traseira dele para não bater e saí completamente da trajetória”, contou.

O piloto de Sorocaba sustentou a quarta posição até a bandeira amarela programada – dada, por regulamento, quando se completa 1/3 e corrida. Na disputa por posições na relargada, um toque com Diogo Pachenki permitiu que Leandro Reis tomasse a posição do Ford #72. “Na disputa com o Diogo, eu já estava na linha de dentro quando ele saiu da trajetória e me tocou. Embora tenha sido um incidente de corrida acabei perdendo muito tempo e a posição para o Leandro”, disse Fogaça.

A disputa aconteceu pouco antes da interrupção total da corrida por conta da chuva forte que começou a cair em Londrina. Foi quando as equipes, autorizadas pela direção prova, tiveram 20 minutos para trocar os pneus e fazer pequenos ajustes no caminhão. Mas foi também o momento em que a 72 Sports enfrentou seus maiores problemas na corrida.

“Os parafusos da roda dianteira direita espanaram, então, quando trocamos os pneus, a nova roda ficou solta. Ainda fiz a relargada, mas tive de parar por segurança”, contou Djalma Fogaça. “Essa parada imprevista por causa da chuva também prejudicou o Pedro. Como nossa estrutura de equipe foi reduzida neste ano, ele teve de esperar para fazer a troca dos pneus e perdeu muito tempo”, completou o chefe da equipe.

Pedro Gomes, que retornou ao time neste fim de semana, fazia uma grande corrida de recuperação em Londrina depois de sair no fim de grid por conta de um problema de motor ainda no treino classificatório. Mas já brigava para entrar no Top-10 quando a prova foi interrompida.

“Foi uma pena essa bandeira vermelha, porque meu caminhão vinha super bem e, mesmo em uma pista onde é difícil ultrapassar, eu conseguia ganhar uma ou duas posições por volta. Tinha ritmo para entrar no Top-10 com certa tranquilidade”, disse Pedro Gomes.

Apesar do resultado final não refletir o desempenho apresentado pela 72 Sports nos treinos, Fogaça ressaltou o bom momento do time na Fórmula Truck.

“Nosso caminhão veio muito bem. O motor, que no ano passado foi nosso grande problema, se mostrou muito confiável. E andamos junto com a grande força da F-Truck hoje que é a Mercedes (Benz). Então o nosso bom desempenho é uma realidade e vamos manter esse ritmo para continuar andando entre os primeiros e voltar a brigar por pódios e por vitórias”, disse o piloto, que completou 50 anos de idade neste domingo.

Após a interrupção, os pilotos completaram mais oito voltas no circuito de Londrina para concluir a segunda etapa do Brasileiro de Fórmula Truck. Na soma dos tempos das duas partes da corrida, a vitória ficou com Paulo Salustiano, seguido por Régis Boéssio e Diogo Pachenki. A próxima etapa da Fórmula Truck está marcada para o dia 19 de maio na cidade de Caruaru, em Pernambuco.

Confira como terminou a prova em Londrina:

1) 55 – Paulo Salustiano (M, SP), 22 voltas em 58:30.277 (média de km/h)
2) 83 – Regis Boessio (M , SP), a 2.609
3) 80 – Diogo Pachenki (M , PR), a 6.744
4) 51 – Leandro Reis (S , GO), a 8.650
5) 77 – André Marques (W , SP), a 13.499
6) 88 – Beto Monteiro (I , PE), a 14.510
7) 15 – Roberval Andrade (S , SP), a 30.314
8) 14 – João Maistro (V , PR), a 33.315
9) 20 – Pedro Muffato (S , PR), a 38.544
10) 11 – Jansen Bueno (V , PR), a 39.930
11) 2 – Valmir Benavides (I , SP), a 41.821
12) 0 – Alberto Cattucci (V , SP), a 52.162
13) 10 – Ronaldo Kastropil (S , SP), a 56.676
14) 12 – Zé Maria Reis (S , GO), a 57.804
15) 7 – Debora Rodrigues (W , SP), a 1:07.763
16) 72 – Djalma Fogaça (F , SP), a 1:11.764
17) 44 – Edu Piano (F , SP), a 1:42.749
18) 4 – Felipe Giaffone (W , SP), a 3 voltas
19) 43 – Pedro Gomes (F , SP), a 5 voltas
20) 73 – Leandro Totti (W , PR), a 6 voltas
21) 30 – Rogerio Castro (V , GO), a 11 voltas
22) 8 – Adalberto Jardim (W , SP), a 11 voltas
23) 70 – Danilo Dirani (M , SP), a 12 voltas
24) 99 – Luiz Lopes (I , SP), a 18 voltas
25) 6 – Wellington Cirino (M , PR), a 21 voltas

Melhor Volta: Leandro Totti, 1:37.577 (116.03 km/h)

Legenda: F – Ford / I – Iveco / S – Scania / M – Mercedes-Benz / W – Volkswagen / V – Volvo.

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Texto: Rafael Durante
Imagens: Orlei Silva